Buracos Negros: Entenda como funcionam.


Quando alguém se refere a “buraco negro”, uma nuvem de mistério paira sobre o assunto. Há diversas hipóteses formuladas acerca do tema, tais como a teoria do teletransporte para outras dimensões, e até mesmo algumas chegam a dizer que os buracos negros são buracos propriamente-ditos. Mas, por incrível que pareça, esses fenômenos que habitam nas galáxias não são, no sentido literal da palavra, buracos. Na verdade, são acúmulos de matéria altamente condensada.

Um buraco, segundo definição no dicionário, significa uma abertura em um corpo. Em despeito dessa definição, um buraco negro é um fenômeno que contém massa em toda sua totalidade. Para entendermos esse fenômeno, precisamos considerar que se trata de um local no cosmo onde o campo gravitacional é tão forte que nem mesmo a luz pode escapar dela.

Para explicar esse fenômeno, estudaremos a “Teoria Geral da Relatividade”, formulada pelo físico Albert Einstein no início do século XX. De acordo com essa teoria, há em um buraco negro uma concentração tão grande de massa, em um lugar infinitamente pequeno, que sua densidade é suficientemente alta para deformar o espaço/tempo, de forma que a velocidade necessária para sair desse local seja maior que a luz, e considerando que nada descoberto até então pode viajar na velocidade da luz, nenhum corpo e matéria em um determinado raio de proximidade pode escapar de um buraco negro.

Faça de conta que o planeta Terra foi reduzido ao tamanho de um grão de feijão. Este objeto criado a partir da redução do planeta Terra é tão denso , tendo que a densidade é inversamente proporcional ao volume do corpo, que nem mesmo a luz poderia fugir deste campo gravitacional.

Mas como são de fato formados os buracos negros? Diversas pesquisas realizadas até hoje revelam que esse fenômeno ocorre quando uma estrela, de massa 20 vezes maior que a do sol, esgota seu combustível, o que a inviabiliza de gerar pressão suficiente para balancear o peso de suas camadas externas e manter o seu núcleo estável. Este processo de “perda de pressão” resulta em um fenômeno também conhecido como “explosão de supernova”, o qual ocorre uma implosão, seguida de uma explosão, onde cerca de 90% da matéria da estrela é lançada ao espaço, dando origem ao buraco negro.

Imagem ilustrativa de uma supernova.
Então, se este buraco é formado através da perda de pressão de uma estrela, então o sol um dia vai se tornar um buraco negro? Quanto a isso, fique despreocupado. Apenas estrelas de alta massa são capazes de crescer a um estágio que ela não seja mais capaz de gerar energia para sustentar seu peso. Neste caso, as estrelas como o sol, no fim do seu ciclo de vida, se tornam uma “estrela fria” ou “anã branca”.

Imagem ilustrativa de uma anã branca.
E como é possível identificar um buraco negro? Como não podem ser vistos à olho nu, os buracos negros são identificados através do campo gravitacional que eles exercem sobre as estrelas próximas. Estes corpos celestes localizadas “próximos” ao buraco negro orbitam ao redor dele com velocidades absurdamente altas.

Autor: Isaque Menezes

Em breve farei uma postagem falando sobre: O destino do sol.



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